domingo, 15 de maio de 2016

Braille Bricks - um brinquedo para alfabetização e inclusão de crianças cegas


Um bloco de montar pode ser o que você imaginar, ou até o que você nem imaginava. Braille Bricks é um experimento que transforma peças em uma ferramenta capaz de incentivar a criatividade, auxiliando na alfabetização de crianças com deficiência visual.
Legal né? Então conheça mais sobre o projeto aqui braille bricks

segunda-feira, 6 de julho de 2015

GPS para cegos



Que Pernambuco tem gente inovadora todo mundo sabe. Mas o estudante Marcos Antônio da Penha (foto), de 27 anos, superou as expectativas quando criou o Annuit Walk. Os óculos inteligentes, que ajudam pessoas com deficiência visual a se locomoverem, venceram o concurso mundial da ONU, World Summit Youth Awards, concorrendo com mais 18 projetos em seis categorias.
"Acreditamos que nossa tecnologia pode proporcionar não só uma maior autonomia, como também ajudar na melhoria das capacidades, auto-confiança e, principalmente, inclusão social", explica Marcos Antônio. Quer saber mais sobre o projeto? Acesse e compartilhe: http://annuitwalk.com.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Treinando crianças com deficiência visual para ir ao banheiro


O treinamento do toalete funciona melhor quando os pais dessas crianças têm acesso à orientação, instrução e encorajamento. O primeiro passo para começar é perceber se a criança está pronta.
Os sinais de prontidão para todas as crianças são:
Ela percebe a diferença de estar molhada ou seca?
Ela pode sentir quando precisa ir ao banheiro urinar ou evacuar?
Ela é capaz de atingir penico ou o banheiro a tempo (com a sua ajuda)?
Ela pode se despir e vestir ou está pronta para aprender?
Ela é motivada para dar esse próximo passo?
Se a criança está em uma fase de resistência, não está pronta para assumir um novo desafio ou ainda não se sente à vontade para se comportar “como as outras crianças “,  você precisa dar um tempo e prepará-la/ conscientizá-la da importância deste processo.
Se você acha que a criança está pronta, converse com o pediatra e outros profissionais que trabalham com ela. Você terá acesso a opiniões e orientações valiosas, baseadas nas necessidades específicas da criança que você acompanha.
Também é importante se preparar emocionalmente antes de embarcar nesta experiência. Crianças com deficiências muitas vezes começam o treinamento do toalete mais tarde do que outras crianças, muitas vezes a conclusão do processo ocorre anos depois de iniciado, o que exige paciência. Acidentes acontecem e, é claro, que você vai precisar recorrer a uma dose extra de paciência e humor quando eles ocorrerem.
As crianças com deficiência visual, assim como os adultos, experimentam uma desvantagem em várias fases do treinamento. Em primeiro lugar, elas são incapazes de observar os membros da família e colegas que usam o banheiro, então elas não podem imitar esses comportamentos. Os detalhes de onde o penico é no banheiro, como o corpo é orientado enquanto se senta, como a urina e as fezes entram no penico, como se puxa, corta e usa o papel higiênico vão precisar de mais explicações para que ela venha a entender como funciona o processo. Portanto, nesses casos, você provavelmente vai querer esperar um pouco mais para começar,  até que a criança tenha três ou quatro anos (ou até mais tarde) para que ela possa compreender totalmente o que você está dizendo a ela.
Quando o adulto está pronto para introduzir a criança com deficiência visual para uso do sanitário, ele começa permitindo que ela explore e localize o banheiro. (Certifique-se de que este ambiente seja agradável e seguro para que ela queira usar). Colocar as mãos nos ombros do adulto para que ela possa sentir alguém sentado no vaso sanitário, enquanto explica o que você está fazendo e porque; deve-se também orientar as mãos da criança em direção ao papel higiênico , a descarga e a pia. Depois de ter colocado um penico no banheiro, faça de tudo para mantê-lo no mesmo lugar durante todo o processo de treinamento. Fale com a criança sobre o uso de vaso sanitário em outras vezes, também, ressalte que a maioria das pessoas sabem usar o banheiro e que o uso de vaso sanitário é um sinal de ser uma criança grande, que pode cuidar de si mesma.
Uma vez que ela começa a praticar o uso do penico, você terá que manter o banheiro e a passagem para ele livre de obstáculos. Um penico musical que é ativado quando a urina atinge a bacia pode tornar o processo de aprendizagem mais divertido. Ensine a criança a sentir a borda do assento antes de jogar o papel higiênico e, se a criança é um menino ensine-o a urinar em pé de forma correta para que ele não urine no vaso sanitário. Finalmente, quando ela estiver mais confortável com o uso do banheiro, leve-a em outro banheiro que não o de casa. Assim, vai ajudá-la a se familiarizar com a grande variedade de layouts e estilos de WC . E, sobretudo, você vai ajudar a construir a auto-confiança da criança. Saiba mais: www.reab.me

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Adaptação Matemática: Plano Carteziano

Ensino Médio: Plano Carteziano. Representação das retas X e Y em cortiça; representação dos números positivos e negativos escritos em Braille; indicação da localização de cada ponto na reta numérica com pontos em EVA; representação do encontro das retas e do número zero com um botão redondo em relevo.



Adaptação Matemática: Números

Ciclo I - Adaptação dos números: trouxe modelo de adaptação de alguns números para dar ideia de como elaborar uma apostila com números de 0 a 9 com utilização dos números em Braille confeccionados em EVA, escritos na máquina Braille e objetos e/ou texturas indicando a quantidade.


NÚMERO 1
                                               

NÚMERO 2

NÚMERO 3

NÚMERO 4



NÚMERO 5

Dado confeccionado com caixa, velcro e círculos em EVA

Relógio confecionado em EVA, com números em Braille escritos em fita adesiva

Adaptação de Biologia: Célula Eucariota e Procariota

Ensino Médio: Com a utilização de diversas texturas pode-se reproduzir as partes de uma célula. É importante a utilização de legenda indicando a representação de cada textura. Foram utilizados nesta adaptação: Papel cartão, eva, lixa, palitos de sorvete (plástico), barbante, botões de diversos tamanhos, papel polionda, cortiça, espuma, velcro, canudo plástico, sianinha, TNT e cordão de algodão.

CÉLULA EUCARIOTA / ANIMAL
CÉLULA EUCARIOTA / VEGETAL
CÉLULA PROCARIOTA

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

sábado, 14 de julho de 2012

COMO EVITAR ACIDENTES COM OS OLHOS


Quando se trata de acidentes com os olhos, o melhor remédio é a prevenção, pois algumas lesões podem causar desde a perda da qualidade da visão até a cegueira irreversível.
Quando esses acidentes ocorrem, é importante saber que medidas devem ser tomadas e procurar com urgência por atendimento oftalmológico, pois apenas uma avaliação médica pode dimensionar a lesão e evitar complicações no futuro.


Como evitar acidentes com os olhos

Cozinhando

Quando estiver cozinhando, deixe sempre o cabo da panela virado para dentro do fogão para evitar que ela vire em função de algum esbarrão. Mantenha a penela sempre tampada, pois o líquido quente pode respingar e causar queimaduras nos olhos.

Produtos de limpeza

Mantenha produtos de limpeza longe do alcance das crianças. Evite guardá-los nas prateleiras mais baixas de armários ou sob a pia. Eles podem causar queimaduras químicas se acidentalmente entrarem em contato com os olhos. O mesmo se aplica a medicamentos, que não podem ser aplicados nos olhos sem prescrição médica ou em doses diferentes do que foi recomendado.

Objetos e crianças

Não permita que crianças brinquem com objetos pontiagudos, como facas, garfos e tesouras com pontas, pois eles representam risco de perfuração ocular.

Plantas

Cuidado com as plantas pontiagudas e espinhosas, que podem ferir os olhos. As que soltam líquido leitoso podem causar irritação se atingirem os olhos.

Cigarro

Não fume próximo a crianças pequenas. Ao pegá-las no colo ou ao movimentar o braço elas podem sofrer queimadura ocular.

Animais

Oriente as crianças sobre o cuidado em suas brincadeiras com animais (eles podem bicar, arranhar ou morder a região os olhos) e ainda a lavar bem as mãos após suas brincadeiras. As fezes de alguns animais (principalmente gatos e aves) podem transmitir toxoplasmose, doença que provoca inflamação nos olhos.

Esportes aquáticos

Ao praticar esportes aquáticos, use óculos de proteção: os germes e os produtos químicos presentes na água podem causar irritações e inflamações nos olhos.

Coçar os olhos

O hábito de coçar os olhos pode facilitar o aparecimento de infecções e desencadear doenças nos olhos, por isso evite coçá-los repeditamente e oriente as crianças sobre isso.

No carro

Crianças de até 10 anos devem ser conduzidas sempre no banco traseiro. Pessoas de qualquer idade devem usar sempre o cinto de segurança: ele é capaz de evitar perfurações nos olhos, em caso de acidente.
Conselho Brasileiro de Oftalmologia

sábado, 23 de junho de 2012

CUIDADOS COM OS OLHOS





  1. As unhas dos bebês são grandes causadores de acidentes oculares.







    Seu filho anda piscando muito ultimamente? 
    Antes de rotular como um "tique", leve-o para descartar problemas oftalmológicos como astigmatismo, alguma lesão pequena na córnea ou conjuntiva e etc. 




    O médico COMPROVOU que seu filho NÃO tem desvio ocular, mas as fotos insistem em dizer o contrário? 
    Ele deve ser portador de PSEUDOESTRABISMO (falso desvio). Não fiquei preocupada. O estrabismo verdadeiro é que pode comprometer a visão da criança. 



    Se filho está chegando muito perto da TV? 
    Pode ser apenas curiosidade infantil. A única maneira de descartar um problema oftalmológico é levando-o ao oftalmologista. 







    1. Mesmo seu filho ainda sendo um bebê, já é possível saber se ele precisará de óculos. Até os 6 meses de idade, é fundamental um exame oftalmológico de rotina para descartar sérios problemas visuais.

sábado, 26 de maio de 2012

CATARATA


A catarata é uma grave doença ocular causada pela opacificação do cristalino, lente natural do olho responsável pela focalização da luz sobre a retina. Quando o cristalino se torna opaco, a luz não chega à retina em quantidade suficiente, o que prejudica a qualidade da visão. Com o passar do tempo, a catarata pode se agravar até causar cegueira reversível.

TIPOS DE CATARATA
Catarata Congênita: é aquela que está presente no portador desde seu nascimento. Em geral, ocorre quando a gestante sofre de rubéola no início da gravidez e também pode ser hereditária.
Catarata Inflamatória: inflamações intra-oculares podem ocasionar catarata. Para evitar esta complicação, o ideal é consultar um oftalmologista sempre que notar algo diferente nos seus olhos ou na sua visão. Dor, vermelhidão, cansaço visual e sensibilidade à luz podem ser um sinal de algo não vai bem.
Catarata Medicamentosa: todo medicamento tem em sua fórmula substâncias específicas para tratar um determinado problema. Pessoas que usam remédios por conta própria, sem a recomendação de um médico, estão arriscando a saúde. Alguns medicamentos, que têm em sua composição um elemento chamado corticóide, em longo prazo ou em excesso, podem propiciar o surgimento da catarata.
Catarata Metabólica: alterações do metabolismo como diabetes, colesterol alto, doenças do fígado, hormônios também podem levar a formação de catarata.
Catarata Senil: o passar dos anos atinge todas as partes do corpo. Em função do envelhecimento, o cristalino perde suas características (transparência e mobilidade) dando origem à catarata.
Catarata Traumática: agressão física, grandes quedas e acidentes automobilísticos são exemplos de situações críticas que podem ocasionar este tipo de catarata. Por isso, ao passar pelas situações citadas ou similares, consulte um oftalmologista.
Doenças como glaucoma e diabetes também podem favorecer o surgimento de catarata.

TRATAMENTO


A cirurgia: de modo geral, a cirurgia de catarata consiste na substituição do cristalino opaco por uma lente artificial. Embora seja um procedimento cirúrgico extremamente complexo, os avanços tecnológicos registrados na Oftalmologia nos últimos anos permitem que esta cirurgia seja realizada de forma rápida e segura, sob anestesia local. Apesar disso, todo procedimento cirúrgico envolve riscos e, portanto, é fundamental escolher um especialista experiente e seguir suas recomendações em todas as fases do tratamento.
Facoemulsificação: nesta técnica um aparelho que emite ondas de ultra-som é utilizado para despedaçar o cristalino. Depois estas pequeninas partes são aspiradas e uma lente artificial é implantada.
Extração extra-capsular do cristalino (EECC): neste procedimento o cristalino é retirado por inteiro, o que implica em um corte maior para sua extração, e substituído por uma lente artificial.
Entre no site e saiba mais sobre: Cuidados pré e pós operatórios, lentes intraoculares e cirurgias refrativas. Clique aqui: Sociedade Brasileira de Catarata


GLAUCOMA


Tipos de glaucoma
Glaucoma crônico de ângulo aberto
Ocorre em 80% dos casos e não apresenta sintomas no início. No entanto, se não for tratado precocemente, o paciente pode perder totalmente a visão com o passar dos anos.
Glaucoma agudo ou de ângulo fechado
Um olho normal sofre aumento grande e repentino da pressão intraocular, causando dor ocular tão intensa que, em geral, provoca crises de vômito. Caso de emergência clínica. Pessoas com esse tipo de glaucoma apresentam aumento súbito da pressão ocular. Os sintomas incluem dor intensa e náusea, assim como vermelhidão ocular e visão embaçada. Sem tratamento, o paciente pode ficar cego em apenas um ou dois dias.
Glaucoma de pressão normal
Nesse tipo de glaucoma, o dano ao nervo óptico e o estreitamento da visão lateral ocorrem inesperadamente em pessoas com pressão intraocular normal.
Tanto nos casos de glaucoma de ângulo aberto como de pressão normal, raramente o paciente apresenta sintomas bem definidos, como dor nos olhos ou a redor deles e alteração da visão.
O glaucoma pode levar meses e até anos para se desenvolver, sem apresentar qualquer alteração. Na maioria dos casos, a doença progride lentamente, sem que o paciente note a perda gradual da visão periférica. Normalmente, a visão vai piorando das laterais para o centro do campo visual.
Glaucoma secundário
Glaucoma decorrente de outras doenças. Em certos casos, estão associados com cirurgia ocular ou cataratas avançadas, lesões oculares, alguns tipos de tumor ou uveíte (inflamação ocular). Da mesma forma, os corticosteroides- usados para tratar inflamações oculares e outras doenças, podem desencadear o glaucoma em algumas pessoas se usados indiscriminadamente.
Glaucoma congênito
A criança que nasce com glaucoma, geralmente apresenta sintomas característicos, como olhos embaçados, sensibilidade à luz, lacrimejamento excessivo, globo ocular aumentado e córnea grande e opacificada. O pediatra pode fazer este diagnóstico. Essas alterações são decorrentes do aumento da pressão intraocular que pode acontecer já durante a gestação. O tratamento sugerido é a cirurgia, que caso seja feita precocemente pode apresentar bons resultados.
Saiba mais: visite a página da ABRAG e conheça: diagnóstico, tratamento, grupos de de risco e teste. Clique no site:
  ABRAG - Associação Brasileira dos Amigos, familiares e portadores de Glaucoma

terça-feira, 22 de maio de 2012

RETINOBLASTOMA

FIQUEM ATENTOS!!
Se você tirou uma foto e sua criança apareceu com os olhos vermelhos? ÓTIMO
Se um reflexo branco surgiu, procure um oftalmologista o mais breve possível, pode ser Retinoblastoma.

Retinoblastoma é o tumor ocular (câncer) mais comum em crianças. Pode acometer um ou os dois olhos, tanto meninos quanto meninas e sem predileção por cor ou raça.
O tumor pode ocorrer em crianças recém-nascidas ou até em crianças acima de 7 anos, porém a maioria dos casos é diagnosticado por volta dos 2 anos e meio a 3 anos.

Existe cura para o Retinoblastoma?
Sim. Em condições boas de tratamento (ou seja, hospital com recursos, médicos experientes e diagnóstico precoce), a chance de cura pode chegar a 95%. E esses pacientes ficam com a visão próxima de 100% em grande número dos casos.
Toda criança recém nascida deve realizar o teste do olhinho ainda na maternidade. Nesse teste, que é muito simples e pode ser realizado pelo próprio pediatra, verifica-se a presença do reflexo vermelho após incidir uma luz na direção da pupila da criança. Qualquer anormalidade nesse exame, levanta a suspeita de uma doença ocular e o oftalmologista deve ser imediatamente consultado. Não é só o retinoblastoma que pode ser detectado nesse exame mas também catarata congênita, opacidades na córnea, infecções etc…
Fonte: Visão da Criança
========================================
ESTRABISMO



O estrabismo corresponde à perda do paralelismo entre os olhos. Pessoas com estrabismo são chamadas popularmente de "vesgas". Existem três formas de estrabismo, o mais comum é o convergente (desvio de um dos olhos para dentro), mas podem ser também divergentes (desvio para fora) ou verticais (um olho fica mais alto ou mais baixo do que o outro).
Como se apresenta?
Podem-se apresentar de três maneiras:
constantes: O desvio de um dos olhos é permanentemente observado, Podem ser monoculares quando apenas um se desvia e alternados quando ora é um olho ora é outro.
intermitentes: ora os olhos estão alinhados e ora há desvio. Mais frequente nos divergentes
latentes: só é possível verificar com testes oculares.
Como se desenvolve?
Os sintomas e as conseqüências dos estrabismos são diferentes conforme a idade que aparecem e a maneira como se manifestam. A visão se desenvolve fundamentalmente nos seis primeiros anos de vida, sendo os dois primeiros os de maior plasticidade sensorial. Os estrabismos que aparecem antes dos seis anos de idade possuem um mecanismo de adaptação que faz com que haja supressão da imagem que cai no olho desviado e então a criança ou o adulto que ficou estrábico dentro deste período não apresenta visão dupla. Nestes casos, se o desvio aparece sempre no mesmo olho (estrabismos monoculares), teremos diminuição da visão (ambliopia) do olho desviado. Em qualquer idade, as pessoas com estrabismos latentes (forias) terão queixas de cefaleia pelo esforço que fazem para manter os olhos alinhados, porque em situação de desvio há visão dupla. Outra conseqüência importante do estrabismo é o torcicolo (chamamos de torcicolos oculares), isto é, para usar melhor os dois olhos a criança gira ou inclina a cabeça para uma dada posição. Os estrabismos apresentam um caráter hereditário irregular, isto é, podem pular algumas gerações. Outros estrabismos são secundários a algumas doenças como: diabetes, hipertireoidismo, afecções neurológicas.
Como se trata?
Os estrabismos são corrigidos com óculos ou cirurgia. Operam-se os estrabismos que não são corrigidos com óculos ou a parte que os óculos não conseguem corrigir. Os estrabismos que corrigem com óculos são chamados de acomodativos e estão relacionados em geral a necessidade de correção do grau de hipermetropia. Somente os desvios latentes e os intermitentes pequenos é que são passíveis de serem auxiliados por exercícios chamados ortópticos. Pelas implicações de perda de visão, bem como pela possibilidade de ser manifestação de outras doenças, os pacientes com estrabismo devem ser examinados pelo especialista tão logo haja suspeita de desvio ocular.
Fonte: Cloe visão

============================
TOXOPLASMOSE

A toxoplasmose atinge os olhos através de uma inflamação interna e pode causar cegueira. Quando uma mulher é infectada durante a gravidez, pode provocar danos ao feto.

Causas

A toxoplasmose ocorre através da contaminação por microorganismos presentes nas fezes de animais como cachorro, gato, aves e carne de porco.
Conselho Brasileiro de Oftalmologia



=============================
CERATOCONE


O ceratocone é um distúrbio chamado distrofia contínua e progressiva, que ocorre na córnea com afinamento central ou paracentral, geralmente inferior, resultando no abaulamento anterior da córnea, na forma de cone. A apresentação é geralmente bilateral e assimétrica.
Trata-se de condição rara, encontrada em todas as raças, nas diferentes partes do mundo, com prevalência que varia de 4 a 600 casos por 100.000 indivíduos. História familiar está presente de 6 a 8% dos casos, sugerindo herança familiar. Seu aparecimento mais comum ocorre na puberdade, geralmente entre os 13 e os 18 anos de idade, progride por aproximadamente 6 a 8 anos e, após, tende a permanecer estável.
O ceratocone pode estar associado a doenças sistêmicas como as síndromes de Down, Turner, Ehlers-Danlos, Marfan, além de atopias, osteogênese imperfeita e prolapso da válvula mitral. Condições oculares às quais pode estar relacionado são a ceratoconjuntivite vernal, aniridia, amaurose congênita de Leber e retinose pigmentar. O paciente pode relatar mudanças frequentes na prescrição de óculos ou diminuição na tolerância ao uso de lentes de contato.
Uma complicação possível é a hidropsia aguda, líquido que penetra nas camadas da córnea, provoca diminuição súbita da acuidade visual associada a desconforto e lacrimejamento. O tratamento do episódio agudo é feito com solução salina hipertônica e oclusão, ou lente de contato terapêutica. Com a cicatrização, que ocorre entre 6 e 10 semanas, pode haver melhora da acuidade visual devido ao aplanamento da córnea.
Nos casos mais brandos, o tratamento do ceratocone é inicialmente realizado por meio de óculos. Para astigmatismos maiores ou um pouco avançados, lentes de contato rígidas podem ser adaptadas com sucesso. Atualmente, alguns casos apresentam melhora com adaptação de lentes hidrofílicas próprias para ceratocone. O tratamento cirúrgico, com transplante penetrante de córnea, é indicado para os casos mais avançados ou com cicatrizes extensas que não melhoram com lentes de contato. Após a cirurgia geralmente é necessário o uso de lentes de contato para obtenção de melhor acuidade visual.

Lentes de Contato e Ceratocone

O uso de lentes de contato em pacientes com ceratocone é considerado quando os óculos não possibilitam boa visão.
Ao adaptar uma lente de contato no paciente o oftalmologista busca condições que possibilitem uma adaptação mais fisiológica, em que ocorra uma menor agressão à córnea com menor probabilidade de piora da evolução do ceratocone.
Há vários desenhos de lentes de contato que podem ser utilizados na correção óptica do ceratocone, dentre eles: lente de corte simples, monocurva externa, de desenho padrão; lente Soper, bicurva posterior; lente rígida gás-permeável com desenho escleral; sistema a cavaleiro (piggyback); lentes esféricas; lentes tóricas. Dependendo do estágio de evolução da doença deve-se avaliar qual o desenho mais apropriado.
Todo usuário de lentes de contato deve fazer uma avaliação periódica de sua adaptação (a cada 6 meses). As lentes devem ser limpas e desinfectadas a cada uso. Isso deve ser feito por meio de fricção e enxágue, com o uso de soluções apropriadas.
Autores: Dr. Nilo Holzchuh e Dra. Karin Ikeda
 Conselho Brasileiro de Oftalmologia

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

AS CORES DAS FLORES


Uma criança cega precisa escrever uma redação sobre as cores das flores. O vídeo mostra o desafio do menino para conseguir cumprir a tarefa.




Clique no link e assista ao vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=s6NNOeiQpPMv=s6NNOeiQpPM

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

NISTAGMO

Atendendo a sugestões...
O termo nistagmo é usado para descrever os movimentos oculares oscilatórios, rítmicos e repetitivos dos olhos. É um tipo de movimento involuntário dos globos oculares, geralmente de um lado para o outro e que dificulta muito o processo de focagem de imagens. Os movimentos podem ocorrer de cima para baixo ou até mesmo em movimentos circulares e podem surgir isolados ou associados a outras doenças. Os nistagmos variam de caso a caso e podem ser classificados de acordo com a manifestação clínica.

Os principais tipos são:
fisiológico, congênito, spasmus nutans, nistagmo do olhar, nistagmo vestibular, nistagmo por distúrbio neurológico, nistagmo voluntário e nistagmo histérico. Em geral, provocam incapacidade de manter fixação estável e significativa ineficiência visual, especialmente para visão à distância. Estima-se que os nistagmos afetam 1 a cada 1000 nascidos vivos .As oscilações do nistagmo um ou ambos os olhos, em uma ou todas as posições . O nistagmo congênito raramente surge logo ao nascimento e é mais freqüente entre 8 e 12 semanas de vida. Se não for detectado nos primeiros meses de vida, deve ser um nistagmo adquirido.

Causas:
O nistagmo pediátrico difere muito do nistagmo iniciado na fase adulta. Na infância, o nistagmo pode ter causas relacionadas a um defeito do olho ou na relação de comunicação entre o olho e o cérebro. É ainda associado a catarata, glaucoma, desordens de retina, albinismo e em pacientes com síndrome de Down. Alguns tipos de nistagmo podem ser hereditários; outros de causa desconhecida. O nistagmo adquirido, que se desenvolve ao longo da vida, pode ser o sintoma de esclerose múltipla ou associado à lesão neurológica aguda nas vias motoras oculares localizadas no tronco cerebral ou cerebelo, labirintites, maculopatias entre outras doenças.

Tratamentos:
Em crianças, é importante um apoio educacional adequado com o objetivo de melhor o processo de focalização de imagens e se fazer um bom condicionamento visual. Indica-se boa ergonomia de ambientes de casa, aumento de letras em computadores e ainda um trabalho específico voltado para esse problema. A terapêutica para o nistagmo ainda é limitada atualmente, mas muito pode ser feito para melhor a visão de quem tem esse problema. Pode-se recorrer à ortóptica (oclusão alternada), tratamento óptico (com uso de prismas) para corrigir o mau posicionamento da cabeça, mudança dos óculos por lentes de contato (para prevenir outros problemas oftalmológicos). Há ainda o tratamento medicamentoso, que tem substâncias estimuladoras do sistema neurotransmissor inibitório ou depressoras do sistema neurotransmissor excitatório. Novos estudos existem com aplicação da toxina botulínica, mas sem resultados comprovados até o momento. Já o tratamento cirúrgico do nistagmo objetiva a melhoria da acuidade visual através de procedimentos específicos nos músculos dos olhos.
Atenção: O Nistagmo não acarreta a perda de visão mas, pode causar interferência na eficiência visual. Se você, professor, tem um aluno que apresenta estas características pode utilizar os métodos e recursos para crianças que tenham baixa visão. Neste Blog você encontrará sugestões.
Fonte: http://www.portaldaoftalmologico.com.br/

sexta-feira, 20 de maio de 2011

ATENDIMENTO PEDAGÓGICO AO ALUNO CEGO


As crianças cegas devem ser estimuladas desde cedo no que diz respeito à exploração do sistema háptico (o tato ativo ou em movimento) através de atividades lúdicas, do brinquedo e de brincadeiras. Elas devem desenvolver um conjunto de habilidades táteis e de conceitos básicos que tem a ver com o corpo em movimento, com orientação espacial, coordenação motora, sentido de direção etc. Tudo isto é importante para qualquer criança.

Para a realização da escrita ou leitura em braille, é necessário que a criança conheça convenções, assimile conceitos gerais e específicos, desenvolva habilidades e destreza táteis.
O tato, a destreza tátil e a coordenação bi manual precisam estar bem desenvolvidos, pois tanto a técnica da leitura quanto a escrita das letras dependem de movimentos sincronizados das mãos e da percepção tátil de diferenças, bem sutis.







Para se alfabetizar uma criança cega é necessário bem mais do que ter um bom domínio do Sistema Braille. É preciso saber como se dá o processo de construção do conhecimento por meio da experiência não visual e criar condições adequadas de acesso aos conteúdos escolares dentro e fora da sala de aula.





Imagens: Arquivo pessoal

Texto: Alfabetização de alunos usuários do sistema braille
Fonte: Rede Saci


=======================================

ALFABETO BRAILLE





As letras em Braille são formadas a partir da combinação de seis pontos que compõem o que é chamado de cela Braille. A cela é formada por duas colunas e três linhas de pontos. A localização dos pontos é dada de cima para baixo, primeiramente na coluna da esquerda, pelos pontos 1, 2, 3 e posteriormente na coluna da direita pelos pontos números 4, 5 e 6. Cada combinação de pontos em relevo forma, portanto, determinada letra ou sinal de pontuação. A letra C, por exemplo, é formada pelos pontos 1 e 4, como mostra a Figura 1.


Seguindo o modelo da Figura 1: os círculos em negrito representam os pontos da cela Braille.
A combinação desses pontos formam 63 caracteres que simbolizam as letras do alfabeto convencional e suas variações como os acentos, a pontuação, os números, os símbolos matemáticos e químicos e até as notas musicais. Para os cegos poderem ler números ou partituras musicais, por exemplo, basta que se acrescente antes do sinal de 6 pontos um sinal de número ou de música.



















Abaixo temos o exemplo de algumas palavras escritas em Braille:

bala, nada, perfume, pé, vida, amor.














Para a alfabetização, deve-se utilizar diversos tipos de materiais concretos. É interessante também a utilização de materiais de sucata onde elas possam colaborar na confecção; além de motivar a criança ainda auxilia no desenvolvimento e refinamento tátil...

Celas Braille confeccionadas com material de sucata:









Está escrito: capa












Está escrito: ba
















Está escrito: la





Imagens: Arquivo pessoal

sábado, 14 de maio de 2011

Leve sua criança cega para a cozinha, mamãe!

Mulher cega, através da própria história de vida, salienta a importância do aprendizado na cozinha para crianças com deficiência visual e da independência que a experiência pode lhes proporcionar
Ruth Schroeder


Preparar cereais e leite para o café da manhã. Preparar um sanduíche de manteiga de amendoim para um lanche depois da escola. Preparar uma xícara de chocolate quente antes de dormir. São estas coisas que crianças com visão normal fazem por si? Claro que são. Sua criança cega pode fazer essas coisas para si mesma? Se não, é hora de você considerar as consequências de não permitir que ela ajude na cozinha. Acredito sem dúvida que uma pessoa cega deve ter muitas experiências humanamente possíveis e que isso é especialmente verdadeiro para crianças cegas. É vital para a sua futura independência que lhe seja fornecido treinamento adequado na cozinha. Tais experiências devem começar em uma idade muito precoce.
Minha própria experiência me proporcionou uma compreensão clara de como, muitas vezes, pais e professores bem intencionados afastam crianças cegas de participar do dia-a-dia da cozinha. Eu sou cega, e cresci em uma escola residencial. Nada era esperado de mim. Ia para a sala de jantar, comia minhas refeições, sacudia as migalhas das minhas saias, e subia as escadas para a prática do piano ou leitura de um livro. Em casa, uma agenda ocupada não permitia a oportunidade para eu aprender a cozinhar e minha mãe não esperava me ajudar com as tarefas de cozinha. Depois de concluir meus estudos e me tornar uma dona de casa bem sucedida (com muito ensaio e erro), tive a oportunidade de ensinar economia doméstica para alunos cegos no Centro Adulto de Orientação e Ajustamento, na Comissão de Cegos de Iowa.
Muitos dos jovens com quem trabalhei, ao ensinar na Comissão de Iowa para Cegos, eram formados do ensino médio. A maioria deles sabia muito pouco sobre a cozinha. Eles tinham tido economia doméstica, mas a maioria nunca havia preparado nada. Especialmente os homens. Eu tinha um jovem que, quando lhe foi solicitado para trazer me o pote de café, trouxe-me, em seu lugar, o liquidificador. Ele realmente não sabia o que um pote de café parecia. Ele realmente ficou satisfeito com o privilégio de abrir a geladeira e encontrar as coisas para o almoço. Fazer um sanduíche era algo que ele nunca tinha sido autorizado a fazer. Descobri que alguns dos meus alunos pensavam que sabiam como fazer rosquinhas, mas quando o projeto real foi realizado, verifiquei que somente tinha sido permitido a eles passarem estas rosquinhas no açúcar. Tinham sido enganados sem uma "experiência real". Isto ilustra apenas um exemplo dos inúmeros equívocos realizados por muitos alunos cegos.
(...) Tudo isso é para dizer que, abaixo do nível satisfatório, tem sido negado a eles muitas experiências. Quando permitido o privilégio de um treinamento adequado e oportunidade, aprenderam rapidamente estas tarefas comuns do dia-a-dia. Avidamente, tentam superar-se em relação a aqueles alunos que receberam estas habilidades como auxílio. Eu sinto que é errado não esperar que todas as crianças de uma família possam contribuir para o funcionamento e manutenção de uma casa.
(...)As crianças cegas devem compartilhar as coisas da cozinha. Mostre e ensine a ela os grandes acontecimentos da cozinha a partir das coisas divertidas até as enfadonhas. Ela não deve ser poupada mais do que qualquer criança com visão. Não deixe sua criança crescer pensando que o pão é assado quando toca o teto do forno, não sendo capaz de identificar e utilizar pequenos instrumentos de cozinha, sem saber o que um litro de leite parece, ou não saber como espalhar a manteiga em seu pão. O tempo que você despende com o ensino destas competências é um investimento no futuro do seu filho.
Usando o fogão, forno ou frigideira elétrica
O iniciante frita um ovo e o cozinheiro experiente frita vários ovos separadamente, em uma frigideira, usar um anel de ovo para cada ovo. Remover a parte superior e inferior de uma lata pequena de atum ou abacaxi, deixando um anel de metal acima de uma e uma e meia polegada de altura e três polegadas de diâmetro. Este anel é colocado na panela e o ovo é quebrado dentro dele. Quando o ovo ficar firme o suficiente para manter sua forma, o anel é retirado.
Limpeza
Frequentemente, a necessidade da limpeza ou da lavagem pode ser sentida tatilmente. É importante, contudo, antecipar a poeira que não pode ser prontamente notada e fazer uma limpeza geral rotineira tal como limpar todo o balcão depois de fazer a mistura sobre ele. Limpando uma superfície, como o balcão ou o chão, um planejamento de abordagem é muito importante: limpe em tiras ou faixas em vez de pontos casuais aqui e ali.
Conclusão
Uma atitude positiva é essencial para o sucesso. Se você realmente acredita que o cozinheiro cego necessariamente passa por muitos riscos de segurança, precisa de uma grande quantidade de equipamentos especiais, tem somente um repertório limitado e elabora produtos questionáveis, então você vai fazer um mau trabalho. Se você realmente acredita que o cozinheiro cego pode escolher entre vários métodos para trabalhar com todos os tipos de alimentos e produzir produtos de alta qualidade, então você vai encontrar um caminho de sucesso.
Tempo de alimentação. Tempo de aprendizagem
O seguinte é reproduzido com a permissão do Boletim VIP, Julho de 1982. O Boletim VIP é uma publicação do Instituto Internacional para deficientes visuais, 0-7, Inc., 1975 Rutgers, East Lansing, MI 48823.


(...)Na época em que sua criança começa a alimentar-se por si mesma, mais aprendizagens de experiências tornam-se possíveis. Se você parar e pensar por um minuto será capaz de pensar em muitas oportunidades de aprendizagens na cozinha. Por causa do tempo que muitas famílias despendem na cozinha, ela é uma natural sala de aula para qualquer criança. Na maioria das famílias, um ou mais membros despendem tempo na cozinha preparando e servindo refeições. Compartilhando este tempo com uma jovem criança com deficiência visual, apresentamos outra aprendizagem para a criança e oferecemos mais oportunidades de amadurecimento.
Conceitos de Cozinha
Quente/Frio: Comece a identificar alimentos quentes e frios para sua criança a fim de ajudá-la a associar a sensação tátil com o rótulo. Contraste o ar frio do refrigerador com a temperatura elevada da porta o forno. Vegetais gelados são frios e crocantes, mas você usualmente os come quente.
Olfato/Paladar: Introduza a criança na variedade dos diferentes aromas associados com a cozinha - ou odores dos temperos e alimentos crus, em cozimento ou cozidos. Ajude-a a começar a associar um aroma com o nome, sabor ou à sensação tátil. Como uma laranja cheira antes de descascada? Como ela parece? Que tal um ovo? Uma cebola?
Guardando/Empilhando: Providencie para a criança um local na cozinha no qual ela tenha acesso a um sortimento de vasilhas, panelas, utensílios plásticos de cozinha. Quando o entretenimento acabar, ajude-a a guardar os objetos. Assim que estiver mais velha, ela pode ajudar a empilhar e guardar os pratos limpos.
Aprendendo sobre o espaço: Um excelente jogo para a cadeira alta é fazer cair objetos no chão. Isto pode ser desolador para os pais - especialmente quando é uma xícara de leite que bate contra o chão. Contudo, a queda de objetos é um modo da criança aprender sobre o espaço ao seu redor (que distância tem o chão? Quais os diferentes sons quando um objeto é atirado ao chão? Para onde eles vão?). A criança precisará aprender que muitas coisas (bolas) podem ser jogadas e que outras (alimentos) ficam na bandeja. Alguns pais amarram um pedaço de elástico comprido ao brinquedo e a outra extremidade na cadeira alta para eliminar as perpétuas recolhas. Se você tentar isto, esteja certo de que um adulto está por perto para prevenir acidentes.
Experimentação: Quando a criança estiver sentada em sua cadeira, entretida com objetos ou pedaços de alimentos perto de suas mãos, a encoraje a buscar do porquê de estarem lá. Por exemplo: um cubo de gelo dentro de uma xícara, pequenos pedaços de alimentos crus, um conjunto de colheres plásticas de medição, utensílios plásticos de formas estranhas, diversas tampas de panelas.
Fonte: Diversidade em CenaComentário SACI: Tradução livre de Sonia B. Hoffmann.

==================================

CRIANÇAS CEGAS EM IDADE PRÉ-ESCOLAR

Permita-lhe fazer muitas experiências

Tudo o que o seu filho faz, todos os lugares onde vai, tudo o que manipula e fica conhecendo - por outras palavras, todas as suas experiências - ajudam-no no seu desenvolvimento cognitivo. Leve-o consigo a mercearia, ao armazém, ao jardim, à praia, ao rio, ao jardim zoológico, ao museu, à igreja, ao supermercado, à casa da vizinha, à biblioteca, ao restaurante, ao posto de gasolina, ao emprego do pai... Isto é, leve-o consigo para toda a parte. Tente sair com ele todos os dias. Vá a pé em vez de ir de carro ou de ônibus, e, quando regressar a casa, fale com ele sobre o que aconteceu. Vá-lhe explicando o que está mostrando e, sempre que possível, deixe-o tocar e apalpar as coisas para as sentir bem. Ele tem tanto interesse como os outros. A sua curiosidade aumentará se for estimulada.

Procure obter ajuda

Logo que saiba que o seu filho é cego, comece imediatamente a tentar procurar todo o auxílio possível para que ele cresça e se desenvolva duma forma, tão semelhante quanto possível, à de qualquer outra criança. Dirija-se aos Serviços sociais e de educação da sua região, onde consiga obter todas as informações possíveis, especialmente a respeito de estimulação precoce.
Lembre-se de que a primeira e última lição de que os pais de uma criança cega necessitam é:
• Acredite no seu filho e convença-se de que ele pode ter sucesso na vida.
• Dê-lhe amor, afeição e promova a sua saúde.
• Dê-lhe possibilidades para aprender e para ter todas as experiências que contribuem para o seu desenvolvimento global.
Se fizer isto, o seu filho estará no caminho da autonomia, independência e das tomadas de decisões necessárias para viver bem e de uma vida tão interessante, feliz e útil como a de qualquer outra pessoa.

Informe-se a respeito das escolas inclusivas

Inscreva o seu filho cego num jardim de infância. Se a criança estiver preparada para isso, necessita dessa experiência mais ainda do que as crianças que vêem. Isto é verdade, porque muitas crianças cegas não tiveram oportunidades suficientes e necessitam, por isso, de tudo o que lhes possa ser dado que facilite o seu desenvolvimento global.
Informe-se sobre as várias possibilidades que a comunidade lhe pode oferecer relativamente à futura educação escolar de seu filho. Procure aquilo que há de melhor para as crianças que vêem e não se satisfaça com algo que não ofereça as condições necessárias. É preciso certo trabalho de planejamento com as entidades escolares locais antes que o seu filho entre na escola. Informe-se dos apoios locais em matéria de Ensino inclusivo e especial.
* Traduzido de: "The preschool child who is blind". U.S. Department of Health, Education and Welfare..Tradução: DGEBS - Divisão do Ensino Especial - PT.
Fonte: www.bengalalegal.com





quarta-feira, 30 de junho de 2010

ATENDIMENTO PEDAGÓGICO AO ALUNO COM BAIXA VISÃO

O trabalho com alunos com baixa visão baseia-se no princípio de estimular a utilização plena do potencial de visão e dos sentidos remanecentes, bem como na superação de dificuldades e conflitos emocionais (MEC- Saiba mais... clique nos links à direita).

a pedidos trouxe algumas sugestões para pais, professores e outras pessoas que convivem com a criança de baixa visão na idade escolar:
- Ensine a criança e o jovem sobre sua deficiência e sobre o que eles podem ver ou não poder ver bem (muitas crianças não têm consciência disso).
- Os alunos com baixa visão deverão trabalhar olhando para os objetos e para as pessoas (algumas crianças apresentam comportamento de cegos, olham para o vazio. Peça para que “olhe” o objeto ou pessoa em questão).
- Ajude-o a desenvolver comportamentos e habilidades para participar de brincadeiras e recreações junto com os colegas, facilitando o processo de socialização e inclusão.
- Oriente o uso de contraste claro e escuro entre os objetos e seu fundo.
- Estimule o aluno a olhar para aspectos como cor, forma e encoraje-o a tocar nos objetos enquanto olha.
- Lembre-se que o uso prolongado da baixa visão pode causar fadiga.
- Seja realista nas expectativas do desempenho visual do estudante, encorajando-o sempre ao progresso.
- Encoraje a coordenação de movimentos com a visão, principalmente das mãos.
- Oriente o estudante a procurar recursos como o computador pois, ele se cansará menos e aumentará sua independência.· Pense nos estudantes com baixa visão como pessoas que vêem.
- Use as palavras “olhe” e “veja” livremente.
- Esteja ciente da diferença entre nunca ter tido boa visão e tê-la perdido após algum tempo.
- Compreenda que o sentido da visão funciona melhor em conjunto com os outros sentidos.
- Aprenda a ignorar os comentários negativos sobre as pessoas com baixa visão.· Dê-lhe tempo para olhar os livros e revistas, chamando a atenção para os objetos familiares. Peça-lhes para descrever o que vê.
- Torne o “olhar” e “ver” uma situação agradável, sem pressionar.

OBS: Deve-se evitar fazer tudo pela criança com baixa visão para que ela não se canse ou se machuque. Ela deve ser responsável pelas próprias ações.

NÃO ÓPTICOS PARA BAIXA VISÃO
Os recursos não ópticos são aqueles que melhoram a função visual sem o auxílio de lentes ou promovem a melhoria das condições ambientais ou posturais para a realização das tarefas (podem ser efetuados pelo professor). (K.José et al). Os meios para que se consiga esta melhora são:
- Trazer o objeto mais próximo do olho, o que aumenta o tamanho da imagem percebida (ou seja, deixe a criança aproximar o objeto do rosto ou aproximar-se para observar algo, como por exemplo, a lousa ou a TV);
- Aumentar o tamanho do objeto para que ele seja percebido.

CARACTERÍSTICAS DE MATERIAL IMPRESSO PARA BAIXA VISÃO
- Desenhos sem muitos detalhes (muitos detalhes confundem);
- Uso de maiúsculas;
- Usar o tipo (letra) Arial;
- Tamanho de letra em torno de 20 a 24 (ou seja, ampliada);
- Usar entrelinhas e espaços;
- Cor do papel e tinta (contraste).

FORMAS DE AMPLIAÇÃO
- Fotocopiadora;
- Computador;
- Ampliação à mão: é a mais utilizada e deve seguir requisitos como tamanho, espaços regulares, contraste, clareza e uniformidade dos caracteres.

MATERIAIS
- Lápis 6B e/ou caneta hidrográfica preta;
- Cadernos com pautas ampliadas ou reforçadas;
- Suporte para livros;
- Guia para leitura;
- Luminária com braços ajustáveis.

MAIS SUGESTÕES
Nos CAPES pode ser encontrado o caderno com pauta ampliada (mais larga) para alunos com baixa visão; mas também pode ser confeccionado utilizando o próprio caderno do aluno riscando com uma caneta hidrocor preta uma linha sim, outra não. Como normalmente os cadernos encontrados hoje em dia as linhas são claras, não haverá problema pois, normalmente o aluno não consegue enxergar as linhas mais clara somente as mais escuras e ele poderá escrever no espaço entre elas (no caso utilizando 2 linhas).


Para alguns alunos é necessário um espaço maior entre as linhas; como não encontramos este tipo de caderno no mercado pode-se utilizar caderno de desenho ou encadernar um maço de sulfite, colocando capas (frente/verso) e em seguida traçar as linhas mais espaçadas, como no exemplo abaixo 5 cm, folha por folha (com lápis 6B) de acordo com a necessidade do aluno. As mães costumam colaborar quando orientadas neste sentido.



Caso o aluno apresente além da baixa visão, uma dificuldade motora, pode-se utilizar de letras móveis e letras recortadas em papel para que o aluno cole-as no caderno, formando palavras, ao invés de escrever.



Para evitar o cansaço de estar constantemente com o rosto sobre o caderno, pode-se utilizar um suporte para leitura encontrado em casas que trabalham com artigos para deficientes visuais. Pode ainda ser confeccionado ou ser utilizados livros, como suporte, embaixo do carderno para que este possa ficar mais elevado.



O professor pode ainda confeccionar esta grade para facilitar a escrita do aluno com baixa visão. Pode ser utilizado uma lâmina de radiografia, como na foto, do tamanho da folha do caderno e com a mesma medida das linhas ou ainda em papel cartão com cores que contrastem com o fundo branco da folha do caderno. Para a leitura pode ser confeccionado no mesmo modelo, uma guia para leitura utilizando-se somente uma linha vazada e à medida que o aluno vai lendo a guia vai sendo deslocada para a linha de baixo, o que evita que ele se perca durante a leitura.


O professor também pode se utilizar dos encartes que contém figuras grandes para trabalhar com o aluno com baixa visão para reconhecimento dos produtos e palavras conhecidas bem como com rótulos de embalagens que são utilizados em seu dia-a-dia. A medida que ele vai aprendendo a ver começará a identificar figuras cada vez menores.



O aluno pode recortar o produto que identificou visualmente e nomeá-lo. Posteriormente pode colocar as figuras em ordem alfabética criando um livrinho.


Pode-se ainda trabalhar com jogos pedagógicos.


OBS: O professor deverá identificar o tamanho de letra que a criança consegue enxergar para realizar as atividades, caso contrário não se sentirá motivado a realizar as tarefas. O professor deve estar atento pois este pode ser um dos motivos pela falta de interesse e indisciplina do aluno.